sábado, 23 de março de 2013

SEXO(SEXO!) - verbete dicionario glossario etimo

Ficheiro:Gustav Klimt 016.jpg
Cassiopeia, minha  constelação de amor,
jamais quis, precisei, desejei, amei
qualquer mulher que fosse
- com paixão semelhante
ao sentimento de amor
completo e complexo
que tenho por você
batendo sob o plexo
com nexo ou sem nexo,
com sexo ou sem sexo.
( Claro que quero
bastante sexo,
que a paixão não se aplaca
senão com muito ato de amor!).

Quero beijar você até a alva
perder a cor
na barra da noite
- e a barra da noite
empalidecer
no dilúculo
gotejante de orvalho.
( Valho o orvalho...
Valha-me Deus!,
quanto alho olho!:
molhos de alhos,
vale no vale
ou na vala
que valha a navalha?!).

Com o rocio no cio,
rumorejando o arroio
quero receber e doar
todo o caudal da saliva
passada durante o ósculo
nos oaristos
que encetaremos
mas não terminaremos
nem quando o tempo for nunca,
pois nosso beijo
não achará abrigo no fim
ideado pelo filósofo Aristóteles
ou pelo pintor Klimt,
o qual pintou "O Beijo"
obra de "Art Nouveau"
( Vide o movimento cognominado(?)
de Secessão austríaca ou vienense).

Quem, Cassiopeia, achou um filão(filão!)
- de amor, de paixão,
- que é nosso caso casado,
ou mesmo apenas
uma pérola de amor
dentro de uma ostra
que nos une
com coração de um
a bater pelo coração do outro
( e de mais ninguém!)
- quem assim achou
tanto amor
dum peito a outro peito
em dum-dum de tambor,
aparta-se da velha solidão,
do velho tempo
perde os andrajos do corpo
que ficou em lixo de células mortas
e fecha-se dentro da ostra
que nos abriga do mundo
iluminado pelo Canis Major.

- E nós achamos o rico filão!,
e a pérola a nos espiar
e escolher de dentro da ostra!,
hermética ao ostracismo
dos ostrogodos do mundo
dos homens bárbaros, godos,
góticos nos pórticos das catedrais medievais
e lá vai séculos,
marcados a passos de pó
no Pórtico e São Benedetto,
comuna na região da Emília-Romanha...
Ah! Se chamasses Simonis del Bardi...
não terias teu nome
como nume na Cassiopeia,
mulher querida no meu coração!

Ah! A pérola para um colar...,
achamo-la nós!,
ó amada minha,
minh'alma partilhada,
ainda sofrendo apartada!,
flor nos meus olhos,
minha vida,luz e coração!
E por causa desta descoberta,
da pérola dentro da ostra,
do veio de amor sem limites,
aspiramos separar-nos do mundo hipócrita
e ter  vida nova ( Vita Nuova, Dante Alighheri!)
tal qual fazia o cristão
que amava tanto sua causa
que preferia o martírio
a continuar sem sua fé,
que era sua esperança única
e seu único amor e bem
no mundo sob a luz do Canis Minor
que minora a hora no céu.
( Seria tudo um preanúncio do amor
e da Divina Comédia
que é a vida humana,
senhora minha?!
Outrossim os comunistas
pereceram sob tortura
por uma causa
que não valia a pena
e muito menos a vida
tudo porque  o contexto os vestiam
- de vestais!
e neles investiam
um tempo para o mártir
e outro para os que faziam a colheita
dos frutos regados a sangue!,
porque assim é o mundo,
minha doce e pura senhora,
que ainda não é minha,
mas de outro mais feliz
ou infeliz sem seu amor
- que é meu apenas!,
desde o seu berço
no desenhos dos seus olhos
buscando luz nas sombras
que desenhasse minha face
e desdenhasse as demais).

Eu, bela Cassiopeia,
não sei mais viver
sem tocá-la amorosamente todo dia,
sem abraçá-la carinhosamente,
olhar em seus olhos,
amar você perenemente
com imenso respeito...
ouvir sua voz
que adoro...
- até que chegue o dia da sega!
e a lua carregue a foice
do verdugo que ronda a vida.
Até aquele dia fatídico!

Você, Cassiopeia,
é uma constelação  suspensa no céu
sobre minha cabeça nua sem chapéu.
- Eu, um demônio caído na terra
( demônio em grego significa sábio,
diz Erasmo de Rotterdan
em "Elogio da Loucura"
a única obra de psiquiatria real
antes de Michel Foucault escrever com maestria
sua "Historie de la Folie",
na qual aborda o poder psiquiátrico
ou a psiquiatria como poder de polícia
e médicos como "policiais de branco"
Obras dessa envergadura intelectual
são ignoradas pelos louco no poder
secular e regular).

Se algum dia
a Cassiopeia apagar-se no céu
restarei num andarilho
que se arrasta à sombra vinculado
tiritando de frio
- até que a morte por hipotermia
venha e transfigure o nosso cálido amor
- de lava de vulcão apaixonado
em branco glaciar.

( Vamos viver nosso amor, Cassiopeia,
enquanto temos tempo
e não uma Era Glacial
a nos separar eternamente
sob camadas de gelo?
Vamos arrostar o mundo
mesmo sabendo
que seremos mártires do mundo?!...,
pois mesmo se o não fizermos,
não nos amarmos
até as vias de fato
aonde querem chegar os nossos corpos quentes,
ficaremos a mitigar a frustração
olhando para dois olhos
com um  amor maior e mais belo que o universo,
mas poderá não ser realizado cabalmente,
como pode e deve ser,
custe o que custar,
doa a quem doer,
pois não haveremos de ser pusilânimes,
cruéis conosco mesmo,
proibindo-nos de viver este amor imenso e puro,
que os outros proibiram
graças a circunstâncias
que não nos favoreceram,
mas favoreceram a eles
que exigem que nos amputemos desta paixão...
Todavia, mesmo se fizermos o que eles querem
impor-nos cruelmente
desrespeitando nossos desejos mais ardentes,
ainda assim
e por isso mesmo
- assistirão com júbilo(júbilo!)
nossa morte precoce
que começará pelo sacrifício deste amor puro
-  um amor santo
que não conhece a maldade
e tem o poder de realizar maximamente
até o ponto de deixar encontrar rasto de nós
à beira do caminhante
sobre terra ou água
nos pés nus de carmelita descalço
- que será  nosso filho
ou nossa filha
que será nosso amor em chama ardente,
que nem as ardentias do mar apagará
- dos pés do caminhante,
que escreverá nas areias da ampulheta
com um pé na alpercata
e outro nu no solo
a nossa história de amor
mais bela que Romeu e Julieta,
ou qualquer outra
que foi ou que há-de vir
empós as nossas auroras juntas,
pois nossa paixão,
na acepção grega do termo,
não será meramente  uma história poética
ou científica( Deus nos livre!),
ou filosófica, religiosa, mística...( Deus nos tenha!),
mas sim uma realidade experienciada a dois,
vivida até os ossos
que o levam na morte!
- Nossa paixão,
 uma experiência  a três com o filho...
a quatro mãos com  a neta, tataraneto...
o qual será o caminhante
 ainda que sem rumo!,
mas na senda,
porquanto sempre será torto o mundo
que é dos homens e dos direitos
que se arrogam os feudais senhores
donos das almas e espíritos venais
- mas não da barra da alva...,
Cassiopeia minha,
que nessa eles não podem tocar
assim como não hão-de tocar
na sua flor de laranjeira
que lateja já por mim
desde a primeira vez
que seus olhos
deram luz à minha face
deitada no pensamento filosófico,
que era minh'alma errabunda
antes de você ma tomar
com suas legiões de amor
a lançar flechas incendiárias fatais...

Nosso amor sobreviverá
ao que vier :
ele já está escrito
n'alma, no peito, nos olhos,
no corpo inteiro,
- em todo o cosmos!!!

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Ficheiro:Gustav Klimt 016.jpg

domingo, 10 de março de 2013

BRIDA(BRIDA!) - etimologia etimo léxico lexico


File:Medusa uffizi.jpg
O homem somente precisa saber amar.
O resto é futilidade.

( O amor é frugal assim,
ó escatológico Aristóteles,
homem do bom fim
e do sumo bem : a felicidade.
- A mulher?!).

A mulher já sabe amar
por isso pode se dar ao luxo
de ser  - fútil?,
porquanto é muito útil
e se junta ao agradável
e às vezes ao desagradável
quando não está afável.
Esse ser impenetrável,
doce, mas com travo amargo
de amargas ervas daninhas
que não deixa a terra
se tornar maninha.

Ouço a bravata
da satisfação plena
"ou seu dinheiro de volta"
e concluo e incluo,
ó demônios Íncubos e Súcubos,
que acaso me lêem...
-  concluo que sempre,
junto ao não-molho da sempre-viva,
melhor para a vida,
que é o desabrochar para o belo
e o despertar para a verdade
ou para a bela Aletheia,
- que é de bom tom
( um tom Jobim! no cancioneiro...)
que se deixe
algo ou tudo inconcluso,
incluso os autos
e a utopia dos arautos
a fim de que a vida
não se acabe
em tédio suicida
ao amarelar do outono
na queda do anjo das folhas caducas
e flores fenecidas.
De bom tom, Tom,
que tudo não se acabe
assim feito o feito
da obra de Kafka
com afta ou sem afta.
( Pergunte ao universo
de Drauzio Varella
que ele há de esclarecer com varíola
ou, quiçá, com varicela).

Escuto no culto inculto,
quase íncubo
( - e quase sucumbo!),
que o mundo está tomado
- todo tomado por fora
pelas hostes de Átila, o Huno, Gascões...
e não há por onde passar,
fugir, nem por água de nautas sem naus,
timoneiros sem timão ( - e pumba! : morreu a pomba).
Não há como escapar,
estamos sem escapismos românticos.
Vamos, então, por Santo Antão!,
pintando em tentação por Salvador Dali
e visto por meu ego daqui,
- vamos entrar para dentro de casa
retomar o caminho de casa
- da casa que somos e erigimos
por dentro de nós
com quatrilhões de nós górdios,
e que fica na velha aldeia da velha bruxa
onde nem tudo foi tomado de assalto,
onde o direito romano não chegou esbaforido,
civilizatório,
com seus sicários, seus mercenários,
seus mecenas, seus poemas,
prontos para prender nossa alma
emparedada no corpo
no meio do nada,
em niilismo perene.
Empreendamos uma fuga
para onde a mão pesada
do que chamam de justiça,
que é o ato de escrever a lei cruenta
sob o papiro frio e sem vida
ou dizer o direito romano
pela boca de seus juízes
limitados pelo juízo do contexto,
que jamais é judicioso,
pois o dizem para aqueles adversários
alcunhados de bárbaros...
- Fujamos a cavalo solto em galope sem brida(brida!)
para onde esse direito do romano
não colheu nossa alma indômita
nem debandou
as aves de arribação de nossos sonhos
mais queridos ou opacos
das noites bem dormidas,
que são as noites das noites
em dupla raiz no mundo onírico
onde tudo é Salvador Dali,
chagas de Chagall,
"Sherzos" de Joan Miró,
ou a melodiosa voz de Gal
vazando água no imenso paul
do ouvido e do rio do olvido ( o Letes!)
rimada e ritmada pela voz do lobo no auuuuuuuuuuuu...
à lua que atua de pua
e pau, caniço,vara com minhoca
para se fazer justiça à fome do homem
e da mulher,
que é dona do homem
desde pequenino.
( Minh'alma é uma minhoca
que torce retorce ziguezagueia
com verve de verme
nada inerme,
mas ajuda com a ajuda de Nossa senhora da Ajuda
a pescar peixes e homens bons,
mulheres ótimas,
procelas para as procelárias...).

Louco são os físicos quânticos
( quantos tísicos?)
- quânticos doudos são estes
filósofos de um tempo cínico
sem um filósofo cínico
para arribar o riso
ao objetar e arguir com práxis abjecta
sobre a escatologia humana
mefítica escatologia metabólica
que não cheira ao metafórico na flor de laranjeira tenra,
alva na alma do alvo,
o cândido efebo,
que nasceu no coração da rua,
medrou sobre o asfalto cinza-serpente,
sob o Serpentário suspenso em luzeiro
que penso e apenso ao céu em negror,
- a flor cândida
regada com o aljôfar
em ponto de orvalho
descida em cachos de cachoeira
dos olhos da madrugada
a postos no olhar do poeta Carlos Drummond de Andrade
buscando e achando o amor
oculto sob o tédio, o ódio e o nojo...
- num mundo imundo, iracundo,
onde a cor do homem
é vista com olhos maus,
eivado de preconceitos violentos,
enquanto o amor de um homem
é escarnecido
e pode morrer envenenado
nas madeixas da medusa,
em endechas de tristes bardos
qual Cruz e Souza
que viola violões de anões
e faz da poesia
um canto no silêncio.
( O poeta cruz e Souza
que era  negro
nos olhos negros
de uma noite pesada na alma
dos desalmados
que constituem
o princípio e a constituição
de um estado da maioria boba
de almas penadas
que são os homens
quando industrializados
em industriosos
pobres-diabos...
perdidos, nus, num estado
que não alforria ninguém,
nem o governador
e outros sátrapas
com belos e pomposos nomes
palavras-pavão
que dissimulam-se em democracia.
Heróicos, heróis Herodes de todos os tempos
- até o fim dos tempos!...
são estes déspotas
sempre vivos e com o mesmo poder desumano
passado em leis
e repassadores de ordens em decretos
que ferem de morte as leis
e o direito que se esconde no pensamento
e se recusa a alienar-se na arena romana
preparada para matar cristãos.
Eternos mártires somos!,
ainda que nos deixe a vida
- despedaçada!

Ah! os físicos quânticos
estes novos epicureus sem Deus
ou com o bom Deus,
sem rei ou com o rei do momento...
Ai! Estes são inocentes
e vivem esparsos
pelos mundos paralelos
e nos espaços alelos dos genes!
São criaturas de poder
tal qual os reis e imperadores,
mas seu reino é metafísico
e eles somente tem poder mental,
nunca neste mundo para belicosos primatas
que sabem usar as patas
e as mentes das inteligências natas,
que eles cooptam e prendem,
para dominar mundo cão
- majoris e minoris.
( Sou da ordem destes minoritas!).

E enquanto o mundo corre,
nos cabelos da mulher
a medusa espreita
cheia de desdém
porque ela é bela,
de uma beleza natural,
e o homem a serve solícito
com toda sua verve no verbo,
feito um lacaio "laico".
A mulher é maior
em fortaleza que o homem
e por isso o espezinha continuamente.
Ela já é madura e astuta
desde tenra idade
enquanto o homem passa a vida
em folguedos infantis
e em idade provecta
brinca de filosofia
e  ciência e poesia.
A superioridade congênita da mulher
está expressa na sua vida
- ela vive da arte de amar
da qual nada soube Ovídio
nem nenhum esteta e sábio
que pude ouvir ou ler
no seu casulo de signos,
nem empós escapar so invólucro na crisálida
que lhe tolheu ou preparou as asas
para o voo cara e vela
para o sol
único espelho
em seu espectro lucífero.

A mulher é a sabedoria em prática-práxis
e ensina o amor ao homem.
Só então, depois de aprendiz de feiticeiro,
o "trouxa" pode amar.
De fato,  o poeta pode ser mestre
nesta arte de errar
pela dor e pelo prazer mais deleitoso
proporcionado pelo leite no leito,
pois é mais pato a amar
de tanto amar o mundo
e ao se tornar, enfim, mestre na arte de amar
- vai amar a mulher
que faz a vida seguir
com a criança que encanta
e é um deus e uma deusa
no lar que leva a levante de novo
os antepassados deitados em covas
- com  frialdade insensível nos ossos
onde se aninha a morte,
enovelada, velada,
sem sopro para oboé
na sexta sinfonia de Beethoven,
pastoral para Baudelaire, o louco...
(- Para onde fugiremos, pastora!,
tocando avena...
Não há lugar, lagar...:
o mundo está fechado
sitiado pelas legiões romanas,
até nas letras dos poetas apócrifos
- que, lamentavelmente,
sonham ser canônicos
e se perderem na fama,
aonde hão-se chafurdar!).

A mulher!, que é, outrossim, uma medusa!,
quando a olho no olho,
vejo que não é para ela
que olho primeiro,
mas para várias faces
que vem antes dela
e que Berlini
deixou ao esculpir
e também a escapulir
porque é complexa demais
a face e os cabelos da medusa em ato,
a mulher verdadeira, real pomba.
Ao olhar para ela
vejo um monte de sonhos perdidos
rostos esquecidos na infância sem tanta fanta
mas com fantasia dada ao infinito.
Quanta infância e infante!...

Quando a olho,
ó Betelgeuse,
miro, miro, teus olhos estelares no céu
de um preto anum,
e outro tanto  Anúbis,
mudando "mutatis Mutandis"
o tempo do verbo
para desprezar as penosas pessoas do discurso
imposto em retórica torta
e amar as pessoas reais
que não reinam como personagens no palco social,
na coorte cheia de cortesãs e aduladores
mas sob a carne viva do ser humano
macho ou fêmea,
consoante Deus nos criou,
abaixo da Betelgeuse.
(No meu mirar,
do meu mirante longe dos Balcãs,
evoco um apelido querido,
de um ser humano querido por mim:
Miro era a alcunha de um preto velho,
não um macumbeiro!,
que conheci em menino
e que parecia amar o infante
que fui nos idos de década em folhas morta...
Havia acabado de nascer
no bem-nascido berço
que me embalou
nas canções de minha mãe
que não conhecia Alfred de Musset
mas sim Alvares de Azevedo.
Tempos depois
vim a conhecer aquele homem
cuja morte foi rápida e trágica...:
Toda morte é assim).

Assim como eu
quando a miro e vejo
- vejo tantos fantasmas á sombra
de seus olhos negros,
quando ela me olha
também vê algo atrás de mim
e de si :
um rosto do pai
de um primeiro amor
que se deixou enterrar no tempo.
Pasma, vê um fantasma!
- sem ópera, opereta, bereta...
lembra de gestas
narradas por antepassados
(cova rasa, cava veia,
velha aveia,
candeia, estrela cadente, candente...),
por isso me mira assustadiça
em contraponto com a memória que retorna
e retorce, entorta, distorce, torce o tempo
e o espaço na equação de Einstein
e a luz equacionada por Max Planck
que não sabia rosar  rosa da rosa,
mas sim assinalar  o corpo escuro.
Ela é a árvore da vida
dentro do meu jardim  edênico;
- ela me faz respirar
e viver dessa música
que sopra oboé do nariz
- com o sopro do anjo
que vive nas folhas, flores e frutos
da árvore que a sustem
e me alimenta
- até que chegue o outono, amarelo anjo,
e ela caia
e eu decaia,
pois não vivo sem o sopro da musa
que toca minha vida,
nutre minha árvore da vida,
sem vida
- sem ela.
A senha, a senda é ela:
musa e medusa.

 lquiria Odin valquiriaestatua de valquiria equestre cavalo aladoviolinista azul celeste violinista azul celeste violinista verde verde violinista da clorofila fila clorofila verde ver
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File:Medusa uffizi.jpg

sábado, 9 de março de 2013

ILÍRICA(ILÍRICA!) - verbete verbete

Quero fugir para a Ilíria("illyricum")
a terra dos homens livres.
( Livres de quê e para quê?!:
para mercar?!
Pestanejar?!
Burilar a nomenclatura botânica...)

Desejo ardentemente
sair desta terra de escravos,
títeres e fantasmas pasmos
em tresloucada diáspora
- fugir dos judeus que judiam de mim
por dentro do coração carmesim
porquanto anseiam deixar o cativeiro
na terra do estrangeiro
e voar ao encontro
de longas asas
de cara na vela do sol
e coroa votada às cefeidas
que ceifam uma vela padrão.
Porém sei que nem lá,
na Ilíria destes tempos em mosaicos
ou em arabescos nababescos,
há mais homens livres
depois desta civilização para escravos
que tomou tudo de roldão
e tornou servo da moeda
ricos e pobres,
mas não nobres
que estes não envilecem por cobre
ouro ou sabre (sabre lá, sabiá?!...
sabe-se lá, sábado, em Sabbath!?...
em bacanais em que tonteais,
em tonterias e outras histerias,
em processo de resiliência, histerese...).

Não há mais Ilíria,
região ilírica (ilírica!),
para-lírica,
mas apenas (que pena!)
hilária pilhéria,
hilário palhaço
a balouçar o incensário
empunhar o missário,
o bestiário...
e fazer mau uso do bestunto
em qualquer assunto
de malmequer, bem-me-quer,
na botânica,
na desbotânica
desbotada em flor e pistilo,
estigma, gineceu,  androceu
( O que é seu?!
e o que é meu, meus Deus!?...
dos desesperados!
- ou do desesperado que sou
desde o primeiro céu em hora de aurora
com luz nos olhos de quem olha
e vê o rasgar lucífero das trevas!...).

A flor em seu furor
uterino
é um malmequer.
Malquerença fundada em crença,
desavença
que bota a bota da botânica
na Itália, Gália...
- bem como, ou mal como,
 a desbotânica
sem tônica,
catatônica.
aplatônica...
( A botânica bota no objeto
o ser platônico
que se vira
em amor por flor
- uma filosflor (filosoflor!)
a filosoflorar
com filosofia inacabada
ou alterada pela terra
que agarra a raiz
e molha com molho
o molho do filos,
da família, do gênero, da espécie-Darwin,
da cosmomonia, cosmonomia, cosmogonia,
teogonia(teogonia!)...
que mia no gato,
guincha no rato,
se adequa no pato
em grasnido para corvo,
grunhe no corpo porco...
enfim, chega!).

Quem bem-me-quer
mal não me quer.
E há quem nem me quer
- por certo
e por perto.
E é certo ( ou errado?)
que perto às vezes
é longe demais
mesmo se não segregais
e ainda que "segredais"
ou estais a secretar hormônios
em oaristos,
"ma belle".
lquiria Odin valquiriaestatua de valquiria equestre cavalo aladoviolinista azul celeste violinista azul celeste violinista verde verde violinista da clorofila fila clorofila verde ver
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sábado, 16 de fevereiro de 2013

EPICURO(EPICURO!) - etimologia etimo lexico


Bem-nascido...
- mal nasci e recusei o seio de minha mãe,
então pletora:
ato número um de sublevação.

Nasci sublevado
conjurado mineiro
cresci insurreto
porém reto
direto no direito
diletante no dilema :
digesto à dieta
em indigesto regime.

Por volta dos oito meses
falava tudo, cantava, arremedava bichos
e estudava, depois da meia-noite,
sob meia-lua ou lua inteira,
na não forma de foice (falciforme)
-  estudava besouros
os quais, posteriormente,
 aprendi a denominar "coleópteros"
graças a um amigo
cujo nome era o do inventor do rádio
( mas não das ondas senoidais).
Para mim, na minha etimologia,
esta palavra pertence àquele amigo
hoje separado do corpo
pela foice da morte
que ceifa na hora da ceifa
- que vitima a vindima.
( Tudo isso são versos da poesia de minha mãe,
hoje não mais pletora,
mas um macróbio
a caminho do pesadelo de Alzheimer).

( O mal de Alzheimer é uma demência,
sendo demência tudo que mitiga
a capacidade cognitiva.
Seriam dementes para fora,
no bota-fora com alforria da ciência
e seu padrões tópicos,
às vezes utópicos,
num âmbito mais amplo, ancho
deste conceito psiquiátrico,
todas as pessoas
cuja mente ou intelecto
tem capacidade cognitivas limitadas?!
- sob doença ou não?
Vendo assim ancho
essa concepção do mal
do médico Alzheimer
se infla num anjo gordo.
Pobre Alzheimer!))
(Parkinson outrossim descobriu um mal
que cavalga a galope de Apocalipse, cataclismo...;
tão-só Platão desvelou o bem
no alumbramento da aletheia.
Ainda bem!,
que nem tudo vá bem mal)).

Aquele meu amigo
que me forneceu os instrumentos para pensar
- tornar-me pescador na barcarola
de homens e epicúreos
cheios de tédio
deste mundo de criaturas
(que se atura
até que tolerância satura!!)
- criaturas afogadas pela demência
que paira divinamente,
em companhia da Moira,
sobre o espirito pensante
- e mercante.

Aquele ótimo amigo jamais conheceu
- nem eu,
nenhum Epicuro,
só epicureus, cepas de maniqueus, jebuseus...,
- homens que não tiraram o pensamento de si,
mas de outrem,
dos homens judiciosos.
Criaturas dementes,
tementes, sem mente
e sem necessidade do desenho
concebido por Alzheimer
para algo que doa,
- ocasione muita dor,
porquanto a demência
nos animais que vagam em rebanhos
não é inata
mas adquirida
na histeria do rebanho
que fácil estoura
no pânico invertido no mata-mouros,
ferrabrás...

Aquele lídimo amigo
morreu de forma triste e lamentável
e o seu cadáver,
ao que consta de relatos sucintos,
estava horrível e enegrecido.
Ele, que fora belo em vida,
sábio e erudito,
ingênuo e nobre,
faleceu sob o peso da tragédia
que assola a todos os mortais.

Toda a morte é feia :
bela é a tragédia
- que tem o fito
de ocultar no sublime
o horror do esgar
na face da morte,
que é a máscara do morto,
mortuária máscara
na cara do homem morto
que não encontra mais destino,
mas sim sino que bimbalhe
num macabro baile
e carpideiras que espalhe
- o vento vão
sem sangue de coração
nos olhos de quem olha
para o nada exposto:
o homem morto,
um anjo morto,
ancho, gordo de vermes.

Tão-somente o "pathos" filosófico da tragédia
avocada pelo filósofo Nietzsche
a compor um penso penoso no apenso,
pode salvar o homem
na Paixão de Cristo
- uma tragédia genuinamente grega
para arameus, cananeus, amorreus
e muitos outros eus
metidos no capote dos adustos
Augustos dos Anjos ateus,
com maus augúrios
nos versos do poeta "Augusto" ,
coveiro, caveira e corvo da poesia lírica.

( Conto que contarei,
cantarei
minha história
em cápsulas de memória
e resquícios de Moiras
porquanto os conceitos
não cabem na vida
muito menos as palavras sem ar
daqueles que não respiram
a pira flamejante
que queima meteoricamente
uma inteligência emancipada,
milagre raro de demiurgo raro,
porém fato na personalidade de Van Gogh,
Epicuro de Samos(Epicuro de Samos!)
e poucos outros.

O que somos
Epicuro de Samos?!
Pergunta aquele que estudou entomologia
sem o logos grego,
no âmbito do pensamento mágico
de uma criança recém-nascida.
( Não responda dos túmulo dos signos,
Epicuro de Samos
corpo em retorno á terra
e alma em movimento contínuo
na dança dos signos
que faz dançar o pensamento vivo,
eterno no cavar os signos
nos pensamentos dos leitores
e leitoras "pletores", pletoras).


( Excerto da obra "Da Engenharia e Reengenharia da Bruxa" )

Ficheiro:Valkyrie Copenhagen.jpg
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A MANCHA, O CANAL DA MANCHA, MANCHEGO! - etimologia etimo


Sou o violinista azul
esfarrapado de azul
perdidamente apaixonado pela Medusa.

Violinista do azul
- de um azul sem sul
que ama a musa
medusa
musa minha

( E a medusa que me não induza
a vestir a blusa
que não usa
a musa russa
- ursa na maior altura
- à altura do céu
e da altivez
da vez do fruto de vez
useiro e vezeiro
do azul do sul
em sumo de céu anilado
e aniquilado
pelo gasto e gosto de anil
a mil milhas do milharal
e do milhafre
em afresco do vento
que não venta
na venta e nos foles
do porto morto
sem horto e horta
e aorta...
impassível ex-ser
empós as auroras
e negras horas
tecidas com rocio
sobre ruminadas paixões
em serões nos casarões
musicados nos violões
com baixo teor de contrabaixo
em violoncelo no ocelo da mosca morta
e da moça torta
levando a morta
ao necrófilo....
anã marrom classe y
na manha da manhã
raposa velha...)

Sou eu o violinista verde
esverdeado pela ruminação
que toma rumo
nos bovinos do meu coração
vermelho-flamengo,
flamejante flamengo
flamingo ao domingo
servido em dança flamenga
- sapateada, sapateado,
cheio, cheia de paixão fatalista, fática,
- paixão espanhola-árabe,
povos passionais ao extremo :
paixão tão cheia que chia no plenilúnio
amarelo no olho para amar arte de amarelo
alelo ao gene
e um ou outro novilúnio branco
que luta com nuvem alva
e contra a estrela D'alba
antes D'alva
na barra branca,
alva como se pastasse alma
na verdade verde alga,
algo bizarro
em jarro grego
ânfora
roda de moda e modo
- em modo de combate
embate de vate
que late
em latim
e castelhano
lhano
lhama ( "lhama glama")
ruminante a ruminar
dentre outros camelídeos...

Sou o violoncelista
e o oboísta
que quer tocar
a medusa
difusa
pelos pelos dos meus dois olhos
- negros pedaços da noite
devassando a mulher
dentro da noite
da alma pintada por Joan Miró,
aquele arlequim
com fogo de serafim
-  tipo o que queima em mim
seraficamente.
Será fim
ou enfim
o infinito
no amor finito
no infinitivo
do verbo
em verborréia
prosopopéia
européia
abelha...
sem telha
para a teia da noite
tecer
e descer
ao abismo
do mel
e do favo
avo
avoengo
avoado
a voar
no ar
sobre mar
sub amar
que é maior
que mar
e oceano
que não ouço
daqui no ouvido
em olvido de mar
mas não de amar
até passar o céu
lua e estrelas

Sou o violinista azul
que Chagal pintou
numa hora de amor
que tinha que ganhar
vida eterna
enquanto for eterno
o terno amor
entre eu e a Medusa
que me lambe como os olhos
e me transmuta em penha
que o mar lambe
na sua ação
de amar
- que mar também ama,
sabe a mar
e amar

Amar a mulher amada,
amarga górgona,
é sina de homem
e sino a bimbalhar
endechas em responsos
aos tristes Alphonsus
que somos "sumus"
em suma teologia
em agonia de teogonia,
teologia, ufania e epifania.
( Querem mais
animais
divinos
forjados por Nietzsche
em sua fornalha de sanidade
e santidade anti-cristã.
Anti-Cristina?!...
ou tão-somente
anti-cretina...
querendo creatina e creatinina...
santidade incanonizável)

O amor, bela medusa,
é como o sol
que não pode deixar de incidir
sobre a planta
que espera seu olho luminoso, caloroso,
a tocar com carinho
o verde violino verde
que é o coração
do violinista verde
- que sou eu!

Se não há sol
não há canto de clorofila
nas cordas vocais do violinista verde
e então a paixão definha
até o fim
quando o sol
não incide em seus olhos
e de seus olhos
salta para os olhos sequiosos de luz
do violinista verde.

Se há muita incidência solar
cresta a planta
do jardim de dentro das Hespérides
que somos e sabemos esperar ser
para ver e crer
com São Tomé das Letras.

Se já não nos amamos
porque o amor está interdito
por outra paixão toda-poderosa
que nos toma todo
então nem nos sonhos
nos vemos mais.
O olhar, que é sol,
que rutila de dentro para fora
se apaga
mesmo no mundo onírico
- tão rico
e tão livre!

Senhor Deus dos enamorados!,
por que o amor
é este tirano,
o déspota que nos domina
na luta contra o tempo
e o império absoluto da paixão
que luta renhida luta,
mas não vê luto
sob o véu negro
das trevas a fazer balouçar os olhos negros
que se procuram em quatro olhos
que se acham em dois olhos
e se queimam seraficamente?!

Quero me queimar
feito um pai seráfico
em seu amor, medusa bela,
- no cadinho da paixão
que leio em seus olhos negros
- negros de doer!

e de fazer doer 
a noite em borrasca...
- Borrasca que desmanche
o manche da caravela
que não seja a cara dela

nem o Canal da Mancha
ou a Mancha dos manchegos
que não macula o mundo maculado
do Cão Maior suspenso no céu
em noturno de Chopin ao piano. 

 
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sábado, 26 de janeiro de 2013

REDUCIONISMO(REDUCIONISMO!) - verbete glossario etimo


O pensamento com perspectiva filosofante
não  passa de um ceticismo teórico,
mas a vida
não se reduz à razão,
pois esse reducionismo(reducionismo!) empobrece
a relação humana
que é mais rica
que o Quietismo.

A filosofia enquanto crítica acerba
do conhecimento teórico
não permite que o pensamento
chegue ao ponto de fé
ou ao ponto de orvalho
face de areia
lavada pelos olhos
do outro que chora.

A fé,  que é a vida,
que é a esperança,
que salva,
que é o amor,
que é a caridade,
na acepção latina de "caritas" :
amor divino,
a fé e a razão
têm que ser equalizada
na equação
que cabe na física e na matemática
em linguagens poéticas para-glaciares,
sem a libido,
mas não no homem
e na mulher,
onde cabe o amor,
que na paixão vem destroçar
- o coração irrequieto.

A filosofia moderna
livre até no conhecimento,
e do próprio conhecimento liberta,
insurreta, sempre amotinada,
iconoclasta,
indiferente à limitação que representa a ciência,
mera encenação para gente limitada
que não tem cérebro para ato filosófico,
sabe que  o conhecimento científico,
ou da razão ("Scientia rationis")
se restringe ao teorético,
e, portanto, não contamina a prática
do homem comum
nem a práxis do sábio,
pois o fazer
casa-se com o saber
que é pura fé,
vida, amor, caridade...,
porquanto a sabedoria
é inata, ingênita,
viva na inteligência viva da criança
e morta nos adultos amortecidos,
embotados, estapafúrdios, basbaques...

Quando eu era um filósofo epicúreo

olhava com tamanho desdém,
abrangia com um olhar irônico,
sobranceiro e eivado de indiferença
todos os seres humanos.
Hoje fico a cismar
se não foi pelo meu antigo desprezo
pela torpe humanidade
que me apaixonei de verdade
e,à primeira vista me encantei,
desmensuradamente
ao deparar com a medusa
subindo as escadas
que eu então descia
e o desdém aliado à sua beleza
evocou-me o meu ar escarninho de antanho
como o escárnio
apegado à minha inteligência livre e natural,
tirada ao gênio da natureza,
- ao gênio nas crianças!

Será que quando vi a medusa
o que amei foi o epicureu em mim,
observando-o nela refletido
como se fora um Narciso
em forma feminina?!

Ah! o amor!
A paixão, pacto com fogo,
esta lava
que lava a face,
a face de areia
em banho na clepsidra,
com a água da clepsidra,
que apaga a areia
e cava a face
como se fosse uma fauce
ou  uma cova
antes da cova a final.
Vinca-a, ao andar sobre a areia,
o tempo, este filósofo epicurista,
aqui escriba.

As faces dela e minha
na areia da ampulheta
contadas em tempo
são fauces
e foices da morte
que sega.

Quando a vi
subindo a escada
toda tesa
em sua beleza exuberante
fiquei embevecido, extasiado!
Só depois do choque tremendo
é que me ocorreu
que eu era assim
um deus epicúreo
com todo o direito
de desprezar o mundo
dos homens vis
e das mulheres venais
que valem os seus míseros reais,
mas não valem uma flor-de-lis,
nem um miosótis pequenino :
- gente abortada,
sem beleza e destituída de inteligência,
sem dignidade nem honra,
decrépitos, insolentes, levianos,
ineptos para o amor,
inermes vermes...

Vi-a e só então recordei-me,
caí em mim de maduro,
- que eu sou assim
igual a ela,
não similar nem semelhante,
mas igual a ela na equação,
seja no odor que exala da carne
e dos cabelos negros
ou no que mais possa ser
a quatro olhos negros na noite.

Somos um ser ( em dois!) assim
- sem perfumes, nem disfarces, nem ciúmes...
simples, porém não simplórios,
capazes de desprezar o mundo inteiro,
mas a nos amar
até a eternidade passar
e escrever o saltério e os cantares
dessa paixão de vulcão em erupção
nos céus, em rolos de pergaminho,
e na terra, onde nasce o papiro,
epicúrea medusa!

( Excerto dos "Apócrifos da Medusa" e do livro "Os  Cantos Sobranceiros do Jardim de um Deus Epicúreo")

Ficheiro:AUGUST RODIN O pensador (vista frontal).jpg
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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

MARTIROLÓGIO(MARTIROLÓGIO!) - wikcionario dicionario wikcionario

Sem ela
não há janela
ao encontro de coleóptero,
lepptero,
himenóptero...
  
Sem ela não há novena, novela, hiena, avena...

Sem ela não há como arranchar amar mar marcar marco martirizar Marte ser mártir em Martirológio(martirológio!)  e coisas mais loucas postas em palavras que estas aqui postadas. Postuladas?!  
 
Sem ela,
que será de mim?!
Será...: ai! de mim! É o que será! ( Espero, oro para que não seja triste assim! No fim  há sempre um amendoim... e uma amêndoa que doa a casca, castanha, carapaça! Que isto não doa!, em mim, a final...  )  

Sem ela,
sem hora,
senhora, ó senhora,
o que será de mim?!:
Serei senhor
sem mundo,
terra aonde irei replantar o mar...:
o mar de Omã.
Ãhn!

Sem ela,
Martim pescador
vira a canoa
no rio bravio
com gorgulhos,
em engulhos...

Sem ela
não há luar,
cantar, olhar, chorar,
respirar, inspiração, paz,
pás de moinhos de vento
acenando,
desenhando o amor
no aceno
escondido do adeus
nas palmas das palmeiras
que me deram adeus
quando eu era ateu
e vivia sob o breu
com uma noite escura
sobre a  alma
sem Cassiopéia.
Ela é Cassiopéia
em estrela no céu
e Cássia no vegetal
que alimenta a mulher,
que amo tanto!...
De bilhões de tamanhos do céu
( ò céus tamanhos!)
é o tanto que meço
do que amo ela:
"Ad infinitum"
amo-a, ainda que amuada, amada amudada! 

Sem ela
não há ar,
nem mar há
a encher um  mar
de Omã...
Ãhn!

Queria tanto ficar com ela
- e para  sempre!
Entrementes, sei que as mulheres
são eminentemente práticas,
prosaicas mesmo :

sói que assim sejam...
- e nada líricas,
sem liras,
excepto as libras esterlinas...;
 lírios não líricos,
liliáceas, são as mulheres,
- liliáceas com nomenclatura binomial
e binômio de Newton,
o físico que era, em verdade,
um filósofo natural,
o qual jamais quantificou
o quanto queriam os "quanta"
que avivam a brasa
no braseiro do pau-brasil
e da física dita quântica,
a qual quantifica o pau
inquantificável
que foi para a freguesia de Alquerubim
no concelho de Albergaria-a-Velha.

Espero que ela
não seja assim
- quântica
tal qual um jasmim
sem mim
no arbusto
- adusto?

Sem ela não há moinhos,
não há ventos,
ou se há ventos,
e se há ventos,
estes são
eventos de morte
no expirar dos moinhos
e não no ato de inspirar
que fez um moinho de vento
- do vento das ventas
de Van Gogh
e outro moinho plantado no vento
que "semelhe",
assemelhe-se  e semeie
mil Monet em movimento de clausura,
expiando  moinhos de ventos
e cata-ventos asfixiados.
Pobres inventos dados aos ventos
que emitiram o último suspiro,
sem ela
em amplexo comigo
a caçar eternidade.

Sem ela
não há eu
porquanto meu coração
foi transplantado
do meu peito
para o peito dela;
e agora bate
sob o seio dela.


Porém,  se o coração dela
não fez o mesmo trajeto,
então não é amor,
nem um "pathos"
há aqui
na terra do pequi;
e sem "pathos"
não há pactos,
pois o amor é recíproco
e não havendo mutualismo
não há de se ver paixão,
abrasão cega...,
mas apenas obsessão,
solidão em solitude,
monomania
sem empatia,
histeria,
histerese...


Se o amor é platônico
não passa de um solilóquio
fundido com a solidão do insano
e a solitude do ermitão.
Em vão.
Amor catatônico!Bah!(catatonia!)

Sem ela,
cujo codinome é medusa,
não há eu :
- e eu estou sem ela!;
logo, sem mim,
sem meu ego.
( Estou no escuro
do meu ego de menino,
perdido para ela,
procurando por ela,
entregue a ela!...).

Sem ela
estarei sem hora...
- Senhora da minha vida!:
- Inexistirei:
sem hora,
senhora!...


Ela : estrela no céu constelar : Cassiopeia!
Árvore da vida no jardim edênico : Cassia!
Mulher em cuja espécie 
está classificada a Medusa,
cantada em apócrifos. 
Medusa

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